Entrevista & Bônus: Mariana Lancellotti, Lorena – Sem filtro nem ponto final

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Hey, guys! Eu estou viva. Muito atarefada por causa da escola e outros, mas estou viva! Faltou um pouco de coragem e tempo para me organizar e manter frequência aqui no blog. Estou tentando seguir uma programação agora.

Bem, no último post, teve Resenha: Lorena – Sem filtro nem ponto final, da autora e parceira do blog: Mariana Lancellotti. Percebi que a resenha ficou um pouco incompleta e decidi compensar isso fazendo outros posts sobre. O de hoje é uma entrevista que fiz por email com a queridissíma Mari sobre o processo de criação do livro, algumas curiosidades e entre outros.

Antes de começar, queria avisar que a Mari está fazendo no instagram uma promoção imperdível apenas nesse mês de maio: (Siga o instagram do livro para acompanhar trechos dos contos e mais informações)

Entrevista com Mariana Lancellotti, autora do livro “Lorena- Sem filtro nem ponto final”

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1 – A personagem Lorena tem várias camadas. É preciso ter atenção para desvendar todas as facetas dela. Queria saber, qual foi a ideia inicial para criá-la? Como foi o processo?

2 – No livro é citado Freud, a teoria da Histeria..É notório a presença da psicologia. Sendo psicanalista, como isso influenciou na formação da personagem?

1 e 2 – Comecei a montar a Lorena a partir da teoria Freudiana. A Lorena é uma mulher que Freud chama de histérica, que tem desejos contraditórios e sofre por isso inconscientemente. É muito comum que mulheres histéricas idolatrem seus pais, buscando em seus parceiros traços da personalidade encontrados na figura paterna. Então esse foi meu farol durante todo o processo de escrita. A parte das referências culturais e musicais dela foi mais fácil, porque eu sabia que seriam as mesmas que as minhas. Todas as bandas que a Lorena cita são na verdade coisas que eu, Mariana, escuto.

3 – Percebi a preocupação em deixar claro que o livro não é uma autobiografia.Tem mesmo essa diferença da autora e da personagem, aliás, é uma obra de ficção. Foi difícil fazer a Lorena ser independente de você? É inevitável colocar um pouco de si na personagem ou ela criou vida própria?

3 – Eu só não escrevi uma auto-biografia porque sou mesmo reservada…hahaha. Mas é complicado separar a personagem da autora no caso de um livro como esse, de ultra-realismo, onde eu quis realmente retratar minha geração, meus conflitos. Usei “truques”. Por exemplo: eu perdi meu pai aos quatro anos, então era claro pra mim que a Lorena era diferente de mim em todos os “sintomas histéricos” em relação ao pai. Alguns príncipes da Lorena existiram mesmo na minha vida, outros não. Sempre que eu me sentia mal de compartilhar um fato da minha vida, criei uma ficção. Outro jeito foi dar à personagem coisas que eu queria que fossem verdade na minha vida, como o primeiro beijo dela, por exemplo. O meu foi nada romântico, por isso dei a Lorena o beijo que eu queria ter recebido! Mas existe isso mesmo da personagem ganhar vida própria. Eu não tinha pensado em fazer o pai dela tão político como ele é, porque a Lorena está muito mais preocupada com amor do que com a sociedade. Mas no conto “Boina de Lã” ela me soprou ao ouvido: “meu pai é quase anarquista, de tanto que ele odeia o governo”. Tive que reescrever alguns trechos por conta disso, por exemplo.

4 – Você teve obstáculos no caminho até a publicação de Lorena – Sem filtro nem ponto final?  Fale um pouco sobre…

4 – Publicar é difícil! Procurei cerca de 20 editoras, cinco se prontificaram a avaliar o original, e recebi 4 nãos e um silêncio. Aí desanimei, pensei em publicar em blog e ver o que acontecia. Quando eu tinha desistido fui procurada pela Kazuá, pois um amigo meu tinha sido publicado por lá. Realmente fiquei feliz porque eles são pequenos e têm um cuidado gráfico que eu fazia questão. É meu primeiro livro, estou satisfeita em publicar por uma editora pequena, acabei me envolvendo bastante na divulgação, ganhei muito em ter esse contato próximo com o leitor.

5-  Em quase todos os contos tem a presença da bebida alcoólica dando uma falsa coragem à Lorena. Muitas vezes ela age de forma precipitada e parece sem filtro. Achei importante ter essa crítica e outras inserida de forma sútil na história. Fica claro que Lorena não é apenas um livro de romance. Isso foi uma preocupação para você? Colocar algo a mais no livro?

5 – Sim, a questão do álcool foi proposital. Muito se fala das drogas ilícitas, como a maconha, e pouco se fala do uso exagerado do álcool. Não sou moralista, mas quis retratar isso de forma sutil. A coragem da Lorena vem numa garrafa, porque ela é muito tímida, na verdade. Ela só será realmente livre quando não precisar estar bêbada em uma festa para conseguir se divertir.

6- Você tem outras obras publicadas ou em processo de criação? Algum projeto novo?
6- Eu publicava crônicas de viagem no finado fotolog. Depois, passei anos sem publicar nada. Em 2013 criei com duas amigas o IG Banda Literária, onde as três escrevem sem assinar de quem é a criação. Essa produção está um pouco parada, mas me deu muita satisfação. Agora tenho cerca de 40 haikais escritos, e quero fazer um livro ilustrado com eles, mas uma produção artesanal, que fique barata e circule muito. Ainda estou decidindo o melhor formato. Pode ser que virem adesivos para intervenções urbanas. Já imaginou, haikais de amor colados nos postes da cidade? E no segundo semestre quero escrever a continuação do Lorena. No primeiro livro ficam conflitos sem fechamento, como a questão dela com a maternidade e a própria busca por um amor mais tranquilo, mais verdadeiro. Então espero publicar a continuação da história no primeiro semestre do ano que vem. Mas acho que a personagem termina nesse segundo livro. Tenho outras personagens na cabeça, são muitos arquétipos de mulher que podem ser retratados.
Agradeço a Mari pelo tempo cedido! Estou super animada para a continuação de Lorena e os novos projetos. Como citei na entrevista ela é uma personagem de várias facetas, merece mais um livro de contos e quem sabe o tão sonhado felizes para sempre?! Espero que vocês aproveitem a promoção, pois Lorena é um livro que vale a pena. E pode ser lido sem compromisso: ler um conto  de cada vez, intercalar com outras leituras, pois cada conto é completo.
O WordPress me lembrou que faz um ano que me registrei aqui. Mas o aniversário do blog está chegando! É logo depois do meu, se eu não me engano. Yay! ❤

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