Especial Cidades De Papel (livro e filme)


Dia 09 de julho estreou o filme de Cidades de Papel, mais uma adaptação de um livro escrito por John Green. (resenha do livro, aqui) Estava com muita expectativa em cima do filme porque o livro me afetou muito! Fui assistir no dia da estréia e decidi fazer o post de hoje um especial Cidades de Papel. Com comentários sobre o filme, frases favoritas…

*Aviso importante: Se você não leu o livro e/ou nem viu o filme, não é aconselhado ler o conteúdo porque contém SPOILER(de leve, mas tem). Esteja ciente disso antes da leitura.*

O filme foi muito bem planejado, produzido e fiel ao livro. Não foi totalmente igual, mas captou a essência. Conseguiu transmitir bem as mensagens do livro. Administraram o tempo, não ficou entediante, e equilibraram para não ficar só comédia ou só drama/mistério.  Faltou algumas cenas importantes, e outras nem tanto. Eu tive a impressão que eles quiseram enxugar o livro, por isso mudaram algumas cenas e diminuíram as falas. Achei legal os flashbacks no início explicando a história e a presença da narração do Quentin.

Os atores combinaram muito com os personagens.O filme ficou bem leve, muito engraçado, com aventura e mistério. Uma das cenas que mais senti falta foi as finais, já que mudaram o final no filme. Não teve a parte que eles enterram o passado(literalmente), nem falam sobre as rachaduras do barco e a canção de mim mesmo. Essas partes seriam essenciais para passar a mensagem do livro sobre conhecer realmente as pessoas, dá espaço para elas te conhecerem e enfim. Por causa disso o livro é mais intenso, você percebe melhor o amadurecimento do Quentin pois acompanha essas cenas e as reflexões dele.

Na parte que ele volta a loja abandonada, não mostra ele encontrando o esmalte nem o lençol de Margo. Mostra só ele tendo um sonho com ela. Outra cena que eu esperava muito, era a discussão no carro antes do acidente. A cena do acidente com a vaca no meio do caminho aconteceu, mas a  discussão foi depois, ia ficar mais intenso se tivesse acontecido aquela briga toda e depois o acidente. Tipo BOOM! haha

Parece que eles tentaram consertar o final do livro no filme. Apesar de que eu gostei do final dos dois. O filme ficou focado na amizade, na aventura deles em busca dela e de como eles estavam onde deveriam estar. Sobre o aproveitar o último ano do colegial junto com seus amigos. Fazer as coisas pela primeira vez, ao invés da última.

Sobre os personagens, eu tive vontade de abraçar o Q diversas vezes <3. Passei a odiar menos a Margo, entendi o lado dela, apesar de tudo, e começei a gostar dela. Me identifico um pouco com cada personagem, mas fortaleceu minha conexão com o Quentin. ( Letícia ❤ Quentin)

  • Na resenha eu mencionei que tinha amado vários trechos. Vou compartilhar os meus favoritos:

Eis o que não é bonito em tudo isso: daqui não se vê a poeira, ou a tinta rachando ou sei lá o quê, mas dá para ver o quanto é falso. Não é nem consistente o suficiente para ser feito de plástico. É uma cidade de papel. Quer dizer, olhe só para ela, Q: olhe para todas aquelas ruas sem saída, aquelas ruas que dão a volta em si mesmas, todas aquelas casas construídas para virem abaixo. Todas aquelas pessoas de papel vivendo suas vidas em casas de papel, queimando o futuro para se manterem aquecidas. Todas as crianças de papel bebendo a cerveja que algum vagabundo comprou para elas na loja de papel da esquina. Todos idiotizados com a obsessão de possuir coisas. Todas as coisas finas e frágeis como papel. E todas as pessoas também.


Margo Roth Spiegelman também era uma pessoa. E eu nunca tinha pensado nela dessa forma, não mesmo; essa era a falha de tudo o que eu havia imaginado antes. O tempo todo — e não apenas depois que ela desapareceu, mas uma década antes disso — eu imaginava sem escutá-la, sem saber que ela possuía uma janela tão opaca quanto a minha . E por isso eu não conseguia imaginá-la como uma pessoa capaz de sentir medo, de sentir isolada em uma sala cheia de gente, de sentir vergonha de sua coleção de discos porque era algo especial demais para ser compartilhado.


Ela vivera bons momentos ali dentro. E no último dia é difícil recordar os momentos ruins,pois, de um jeito ou de outro, ela havia passado uma vida ali dentro,assim como eu. A cidade era de papel, mas as memórias não.


É muito difícil ir embora — até você ir embora de fato. E então ir embora se torna simplesmente a coisa mais fácil do mundo.


“Talvez seja mais como você falou antes, rachaduras em todos nós. Como se cada um tivesse começado como um navio inteiramente à prova d’água. Mas as coisas vão acontecendo… as pessoas se vão, ou deixam de nos amar, ou não nos entendem, ou nós não as entendemos… e nós perdemos, erramos, magoamos uns aos outros. E o navio começa a rachar em determinados lugares. E então, quando o navio racha, o final é inevitável. Quando começa a chover dentro do Osprey, ele nunca vai voltar a ser o que era. Mas ainda há um tempo entre o momento em que as rachaduras começam a se abrir e o momento em que nós nos rompemos por completo. E é nesse intervalo que conseguimos enxergar uns aos outros, porque vemos além de nós mesmos, através de nossas rachaduras, e vemos dentro dos outros através das rachaduras deles. Quando foi que nos olhamos cara a cara? Não até que você tivesse visto através de minha rachaduras, e eu, das suas. Antes disso, estávamos apenas observando a ideia que fazíamos um do outro, tipo olhando para sua persiana sem nunca enxergar o quarto lá dentro. Mas, uma vez que o navio se racha, a luz consegue entrar. E a luz consegue sair.”

O que você achou do filme? Tem outros trechos que você gosta?

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3 comentários em “Especial Cidades De Papel (livro e filme)

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